sexta-feira, dezembro 04, 2009

poeminha de desolação

em todos esses anos nessa industria vital
nunca me vi assim, tão down.

2 comentários:

. max disse...

tá vendo Pica-Pau demais, moça !!

Annie disse...

Eu comecei por arranjar pimentas com umas luvas de plástico muito fraquinhas, porque parecia que as pimentas não puxavam muito. Quando cheguei a metade, 50 de 100 já não aguentava de dor. Minha mãe foi comprar umas luvas fortes mas já era tarde demais. Um horror. Uma queimadura forte a queimar as pontas dos dedos. Já não tinha forças pra continuar. Mas com muita dor consegui acabar de corta-las pra fazer o meu costume.
Agora veio a parte do desespero. Todas as minhas mãos ferviam. Tentei lavar com leite. Com água e líquido das mãos intercalando com azeite. Usei álcool. Usei uma pomada para queimaduras com gel. Pasta de dentes. Gelo. Nada de passar. Ia colocando os dedos dentro de uma bacia com água. Assim aliviava mas quando tirava as mãos de novo o pesadelo. Tomei duxe e o contacto das mãos com a água quente foi a pior sensação. Parecia que os dedos estavam a cair. Não sabia se havia de chorar ou manter a calma. Deitei-me debaixo de uma ventoinha com as mãos pra ela. Aliviou um pouco. Fiquei com o ardor umas 4 horas. Depois passou. Não volto a mexer nas pimentas sem luvas nunca nunca mais! Hoje até vou dormir descansada e livre dessa agonia.