terça-feira, julho 14, 2009

'para tudo há limite, menos para a imbecilidade humana', já diria alckmar santos, meu orientador na saga chamada mestrado.

com tanto falatório acerca de futebol em minas gerais, já que o cruzeiro está na final da libertadores e o atlético na liderança do campeonato brasileiro, e também pelo fato de morar no 'país do futebol', eu já deveria ter me acostumado com certas coisas. mas não. ainda me espanto com a estupidez de vários torcedores e o que me dá preguiça não é o fato de eles se xingarem e matarem e viverem pela porcaria de um time, nada disso: os adjetivos é que me deixam com impulsos de morte [alheia].

sempre - sim, SEMPRE - que um torcedor quer insultar o time/ torcedor adversário, ele os chama de 'meninas', 'bichas', 'mulherzinhas', como se alguém ser mulher ou gay fosse degradante. pá merda com esse povo. acho um absurdo qualquer um xingar usando esses termos e afins. claro que não são só os torcedores de futebol que o fazem, mas tenho notado isso nessa área com mais frequência. sinto uma tristeza misturada com perplexidade quando leio ou escuto meus amigos, tão cultos, interessantes e conscientes, utilizando os adjetivos já citados.

há tempos ando com preguiça do futebol e nem é por causa do esporte em si. como na maioria das coisas que me irritam, apenas um elemento leva praticamente 98% da culpa: os fãs babacas.

2 comentários:

Turcheti disse...

foda é saber que para levantar da cama tem que partir do pressuposto de assumir a premissa que a maioria das coisas que irá ver e/ou fazer é babaca. contra a babaquice, não levante-se, não pronuncie-se, não produza nada.
mais foda é quando a babaquice vem disfarçada de "música", "fotografia", "literatura", "alta costura", "teatro", "gastronomia", "cinema". principalmente quando essas palavras estão escritas em francês ou então com a esquizofrenia e a falácia primária do jornalismo.
numa boa, o povo da chamada "cultura" merece uma surra de torcida organizada. a imbecilidade humana é uma praga, mas suas formas veladas de manifestação corroem a humanidade por dentro e não entram na História. isso sim é perigoso...

. max disse...

Se a premissa "penso, logo existo" fosse verdadeira, 85% ou mais da raça humana não existiria, o mundo seria um lugar legal e eu dormiria sossegado toda quarta feira.

Mas como a imperfeição é pré requisito para a existência de tais seres, temos que aguentar esse bando de frangos fazendo algazarra como se um cachorro entrasse no galinheiro.

Deprimente ver "semelhantes" se rebaixarem por tão pouco. Detesto futebol pelos mesmos 98% que vc mencionou... os outros 2 é por convicção mesmo.