quarta-feira, agosto 13, 2008

pedacinhos

Para sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
(Chico + Edu Lobo, 1982)



É por isso que se há de entender

Que o amor não é um ócio
Se precaver
Que o amor não é um vício
Amar é um sacrifício
Amar é um sacerdócio
À luz do abajur
(Chico, 1977/1978/1985)



Ninguém

Ninguém vai me ver sofrer
Ninguém vai me surpreender
Na noite da solidão
Pois quem tiver nada pra perder
Vai formar comigo o imenso cordão
(Chico, 1971)



Sobrou desse nosso desencontro
Um conto de amor
Sem ponto final
(Chico, 1965)



Sei que é sonho
Não porque da varanda atiro pérolas
E a legião de famintos se engalfinha
Não porque voa nosso jato
Roçando catedrais
Mas porque na verdade não me queres mais
Aliás, nunca na vida foste minha
(Chico, 1998)



Sei que há léguas a nos separar

Tanto mar, tanto mar
Sei também quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
(Chico, 1975)



O que é que eu posso contra o encanto

Desse amor que eu nego tanto
Evito tanto
E que no entanto
Volta sempre a enfeitiçar
Com seus mesmos tristes velhos fatos
Que num álbum de retrato
Eu teimo em colecionar
(Chico + Tom Jobim, 1968)



Tanto t
empo
Como nunca mais, eu penso
Como um samba de adeus
Com que jeito acenar
O meu lenço branco
(Chico + Caetano Veloso, 1995)



Mesmo que os romances sejam falsos

Como o nosso
São bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo sendo errados os amantes
Seus amores serão bons
(Chico + Edu Lobo, 1993)



*chico buarque é bom porque ele não só te joga na fossa mais profunda como também te tira de lá com a mesma eficiência. incrível. esses trechos cá citados foram retirados do blog buarqueando.

Um comentário:

Ferdi disse...

Gente, esse blog que vc indicou é tudo!