terça-feira, julho 08, 2008

um dia, zaz!, sai correndo a certeza. a certeza era oscilante, parecia frágil, mas era rápida, a espertinha. a consciência grita, i love to say i told you so, aquelas manhãs frias deveriam ter sido passadas na ciclovia e não embaixo de três camadas de cobertores. saiu correndo a certeza, pof!, tropeçou. caiu a certeza. uma leve arranhada no joelho esquerdo, o impacto absorvido pelo pulso e que impediu queda pior. vai doer muito amanhã. mas só amanhã. então lá vai a certeza, levanta-se e sai em disparada. ofegante atrás, rubinho barrichelo sem chuva, maldito conforto que não deixava sair da cama. a certeza já longe, mais pra lá do que pra cá. a certeza sumindo no horizonte, aos pouquinhos. a certeza pára. a certeza olha pra trás. a certeza com cara de i love to say i told you so. a certeza mergulhando na água. e você não sabe nadar.


teresina
petrolina
horizonte
segue a ponte
vai menina
dobra a esquina
cabra-cega
não te pega
cerimônia
de princesa
vela acesa
pela insônia
incerteza
[beto villares, 'incerteza']

Um comentário:

Ferdi disse...

Eu também não sei nadar. Agora tudo se explica...A certeza é meio cínica, né?
Beijos!!