quinta-feira, setembro 25, 2008

quando alguém te fecha no trânsito. quando o caixa eletrônico engole seu cartão. quando te colocam na espera ao telefone. quando você perde o controle. quando chove no dia do seu casamento. quando você bate o dedo mindinho do pé na quina da cômoda. quando arranham o quadro negro com a unha. quando os ingressos se esgotam bem na sua vez. quando você perde o celular. quando a internet não funciona. quando riem da sua tristeza. quando algo escapa pelos dedos.

mas.

nada é mais irritante do que quando pensam que a esperteza do lado de lá é maior, que os dispositivos não serão desmontados e que a sua inteligência se limita a um título que você sustenta. é preciso perceber que tratam-se apenas de códigos binários e por aqui dá-se conta deles há um tempo considerável.

anote: nenhuma, veja bem, nenhuma ação é perfeita; há sempre um gesto que escapa. e é nele que, normalmente, reside o que é real.

[porque enquanto eles vêm com o fubá, já estamos com o angu pronto].

Um comentário:

Ferdi disse...

Odeio quando se aproveitam da minha nobreza e subestimam a minha esperteza!